Domingo

As 19h00 | Culto da Família

Quarta-Feira

As 19h30 | Culto de Oração

Sábado - RJCM

As 19h30 | Culto de Jovens

Ministérios

Ministério de Filhos de Pastores

“Então Josué, filho de Num, chamou aos sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da aliança; e sete sacerdotes levem sete buzinas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor” (Js 6:6).

Sou filho de pastor!

Sempre me chamou a atenção a expressão: Josué, filho de Num. Por que o nome deste importante homem de Deus sempre trouxe ao seu lado o nome de seu pai? É sabido que nos primórdios, com o crescimento do número de pessoas na Terra, surgiu a necessidade de se identificar quem era quem, filho de quem, de onde era, ou ainda o que havia feito. Assim eram as denominações que ajudavam na identificação de pessoas na época. Com o passar dos anos e o aumento do número de seres humanos, essa identificação foi tornando-se complicada e confusa, sendo necessário organizá-la melhor por meio de regras e normas. Desse modo, essa identificação passou aos poucos a ser sistematizada e começaram a surgir os primeiros sobrenomes. Contudo, quando a história de Josué mostra seu nome sempre seguido pela expressão “filho de Num”, a coisa vai mais além do que apenas uma identificação de filiação. Na verdade, envolve também os laços espirituais e sentimentais presentes na formação de um cidadão da Terra e do Céu.

Ao analisarmos a história de Josué, filho de Num, vemos na sua árdua e não menos abençoada e maravilhosa jornada, um líder escolhido para conduzir o povo de Deus na entrada e posse da terra prometida, uma importante missão. Então, pensemos: como ele, um jovem, pôde trilhar tão brilhante caminhada tendo como âncora, lastro e peso o nome de seu pai? Um grande nome humano, tanto pode abrir portas como também fechá-las; mas Josué soube ser filho de Num e soube ainda ser ele mesmo, Josué, sucessor de Moisés.

Nos nossos dias, pensemos na figura de um filho de pastor. Quem é este indivíduo que muitas vezes carrega o peso de um chamado que parece ser apenas o de seus pais? Um ministério que aparentemente não lhe diz respeito? Um tipo de vida que ele afirma não querer para si mesmo? Afinal, quem é o filho de pastor? Quem é esta figura difícil de ser descrita? Em uma visão bastante generalizada, as pessoas enxergam os filhos de pastores como uma categoria humana à parte. Eles não são cristãos, são filhos de pastor. Espelhos, vidraças, exemplos (bons ou maus), modelos (positivos ou negativos) etc. Se não sabem a resposta, é porque não sabem nada; se sabem de tudo, é porque são esnobes e gostam de se aparecer. Então, o que fazer?

Voltando a Josué, filho de Num, ele soube enxergar o que Deus queria para a sua vida, embora carregasse o nome de seu pai, conseguiu escrever e construir a sua própria história. O seu pai não levou o povo de Deus na entrada e na posse da terra prometida, mas a história honrou o seu nome e o de sua família por meio de seu filho Josué. ele construiu a sua história e, graças a Deus, teve nome e sobrenome e soube dar valor a eles. Não lhe foi um peso, mas sim um complemento rico, especial, lindo, forte e determinante. Quem era? Era Josué, filho de Num.

Além do encontro e da determinação clara da identidade deste filho de pastor, Josué, filho de num, é um exemplo imprescindível para que nós, filhos de pastores, não apenas tenhamos a nossa identidade, mas que também descubramos qual é a rica e maravilhosa vontade de Deus para as nossas vidas, a fim de que cresçamos na nossa comunhão com Deus e com os nossos pais.

A identidade já está declarada, filho de pastor. Agora, passa a ser indispensável entender qual é o nosso papel, ampliar as nossas tendas, tomar posse dos nossos campos, avançar rumo a uma vida cada vez mais autêntica, real e eficaz, não apenas como coadjuvante, mas como elemento importante para uma existência feliz. Ser filho de pastor, sim. Por que não? Gente como a gente, pessoa como qualquer pessoa, contudo, com um olhar mais atento para andar numa estrada muito mais produtiva e vivendo sempre como remidos em Cristo.

Nem todo filho de Pastor terá que ser obrigatoriamente pastor; será se tiver o chamado. Entretanto, nem todo filho de pastor deve deixar de o ser por simples falta de incentivo. “E ele mesmo deu uns para apóstolos e outros para profetas e outros para evangelistas e outros para pastores e doutores” (Ef 4:11). Isso depende do chamado. Chamado? Que é isso? Um dos assuntos para esta nova caminhada.

Reconhecidas e identificadas as nossas identidades, agora daqui para frente é hora de nos posicionarmos: somos FIPAS, sim. Este é um ministério de parceria. Parceria com Deus, parceria conosco mesmos, parceria com os nossos pais e pastores.

SOMOS FILHOS DE PASTORES E DE DEUS